A Casa da Farinha, reconhecida como um dos principais símbolos da gastronomia tradicional do Cariri, está vivenciando um desempenho comercial expressivo durante a edição 2025 da Expocrato. Até este domingo, estima-se que o volume de vendas dos bijus — biscoitos finos de goma de mandioca — alcance a marca de 25 a 30 mil unidades, evidenciando o prestígio e a valorização dos sabores regionais no contexto da maior feira agropecuária do Ceará.
Com funcionamento diário das 7h às 21h no Parque de Exposições do Crato, a Casa da Farinha oferece aos visitantes quatro variações do beiju: tradicional, amendoim, coco e misto, preparados de modo artesanal e em tempo real, preservando técnicas e saberes ancestrais transmitidos por gerações.
A história da Casa da Farinha remonta à tradição das comunidades rurais do Cariri, especialmente a da Malhada (Crato), de onde é proveniente toda a mandioca utilizada na produção. Mais do que um ponto de venda, a Casa consolidou-se como espaço de fortalecimento do vínculo comunitário, geração de renda e valorização do trabalho coletivo, promovendo a integração entre produtores, visitantes e consumidores. O empreendimento é gerido por uma associação local, presidida por José Dorizio, que destaca o papel econômico e social do projeto: “A partir do fim de semana, o movimento deve aumentar muito”, observa, sinalizando a crescente demanda e a vitalidade do segmento.
O êxito da Casa da Farinha na Expocrato reflete não apenas a aceitação do público, mas também a capacidade de resistência e reinvenção dos saberes alimentares do Cariri diante das dinâmicas contemporâneas do turismo e da economia regional. Em um cenário de transformações, a permanência do beiju como referência identitária demonstra o potencial da gastronomia de base comunitária como agente de desenvolvimento sustentável e de preservação cultural.
Créditos: Portal Miséria



















































